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sábado, 16 de outubro de 2010

 Institutos de pesquisas erram além da conta.
 Pagarão por isso
                                            
     
 Os números enganam. Mas as urnas, não - Os institutos de pesquisas não terão vida fácil a partir do ano que vem, assim que o novo Congresso tomar posse em fevereiro. Um parlamentar do Sul, mal avaliado em todos eles e que saiu-se um dos campeões de votos depois das urnas abertas, já anunciou que quer investigações. Outros vão provocar o TSE a mudar as regras para seguir com lupa cada pesquisa e averiguar seus resultados. O debate cresce. E tem motivos. Basta um levantamento mínimo de algumas sondagens com erros grosseiros.

Em São Paulo, o Ibope dava como certa e com folga a eleição de Netinho de Paula (PCdoB) para o Senado. Ficou para trás, em terceiro lugar. No Paraná o instituto também errou ao deixar de fora para o Senado Gleisi Hoffmann (PT), que acabou ganhando. Neste estado, o Ibope, na véspera, dava como eleitos Requião (PMDB), com 47%, e Fruet (PSDB) com 23%. A petista surgiu líder com 29%. Fruet dançou.

Para piorar a situação, o senador Papaléo Paes (PSDB), que perdeu a reeleição, subiu na tribuna do Senado mês passado e acusou um candidato a governador do seu Amapá de comprar pontos em sondagens por R$ 1 milhão. O MP investiga o caso. A empresa contratada no estado era terceirizada pelo Ibope. 
(Informe JB - Leandro Mazzini)

Publicado por Josélia Maria dia 14/10/2010 ás 17:40:15

         


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