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domingo, 24 de outubro de 2010

Parabéns, Pelé, o Rei dos reis


Pelé eternizou até mesmo um estilo de comemoração: o soco no ar
Do Jornal do Commercio

Quarta-feira, 20 de outubro de 2010, 7h30. Os professores de Educação Física Laércio e Walter se preparam para mais uma aula com os alunos do Ensino Fundamental 1 do Colégio Madre Alix, em São Paulo. Antes da corrida inicial, uma pergunta para os garotos e meninas de até 6 anos de idade. “Quem conhece o Pelé?” A resposta das crianças é rápida e decidida, como era característica do maior jogador de futebol de todos os tempos: “Eu, eu, eu”. Em 2007, na entrega do prêmio da Fifa ao Melhor Jogador do Mundo, em Zurique, Suíça, o brasileiro Kaká, o argentino Messi e o português Cristiano Ronaldo disputavam o primeiro lugar na eleição, mas quem chamou a atenção do seleto público foi Edson Arantes do Nascimento.
São dois exemplos da imortalidade de um personagem esportivo, que se transformou na maior marca pessoal que já existiu e que hoje completa 70 anos de vida. Sem chutar uma bola profissionalmente desde 1977, Pelé permanece com credibilidade, respeito e admiração por parte do público, o que o torna alvo predileto dos mais diversos tipos de produtos para os quais negocia quantias milionárias e, assim, liga sua imagem a comerciais para todos os tipos de mídias pelo mundo. Um estudo dos autores ingleses Des Dearlove e Stuart Crainer, especialistas em poder das grifes, diz que a marca Pelé poderia atingir US$ 1 bilhão (R$ 1,70 bi), superando os astros Michael Jordan, Tiger Woods e Muhammad Ali.
Levantamento recente da revista “Dinheiro” aponta que, para se explorar a marca Pelé nos próximos 20 anos, seriam necessários R$ 600 milhões, o que garantiria ao Rei do Futebol R$ 30 milhões anuais, o mesmo que Cristiano Ronaldo recebe para defender o Real Madrid. O salário do jogador português é o maior do futebol mundial na atualidade. Ibrahimovic, do Milan, Messi, do Barcelona, Samuel Eto’o, da Internazionale, e Kaká, do Real Madrid, na ordem, todos ficam atrás do eterno camisa 10 do Santos e da seleção brasileira.

O Rei foi homenageado pelo Mundo quando marcou o milésimo gol.Foto: Blog Estadão
Mas o que faz Pelé ser diferente de outros grandes ídolos do futebol, que também já pararam e com o tempo perderam parte da aura que acumularam em suas carreiras? Muitos especialistas indicam que o maior “golaço” do Rei não foi nenhum dos 1.284 que estufaram as redes adversárias em duas décadas. Mas sim, ter ido jogar nos Estados Unidos em 1975, para defender o Cosmos, de Nova Iorque. Além dos salários de US$ 4,5 milhões por ano (excepcionais para a época) e a divulgação de um esporte com pouco interesse na terra do Tio Sam, Pelé teve a oportunidade de conviver com grandes investidores dos EUA, que lhe abriram as portas para vantajosos contratos publicitários. Há tempos, Pelé sonha com a aposentadoria. Mas parece que essa disputa ele não vai vencer nunca.
Além de ter sido três vezes campeão mundial pela seleção brasileira, duas vezes campeão mundial interclubes com o Santos, nove vezes campeão estadual pelo time paulista e ter levantado cinco vezes a Taça Brasil (equivalente ao Campeonato Brasileiro na época), o Rei acumula diversos feitos, entre eles nove vezes artilheiro do Campeonato Paulista.
ZAGALLO
Questionado sobre as comparações com Maradona, o ex-técnico Zagallo disparou: “O Pelé foi tricampeão mundial. O Maradona só ganhou uma Copa. O Pelé marcou quase 1.300 gols. O Maradona não chegou nem aos 400. O Pelé era completo. O outro foi um bom jogador.”

Parabéns, Pelé!!!

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